Em linhas gerais, a primeira questão que deve ser analisada é: há quanto tempo o seu CNPJ está ativo? Diante dessa resposta é que o trabalho de regularização e o processo serão definidos, se sua igreja possui mais de 5 anos de atividade plena e possui CNPJ provavelmente sua inscrição encontra-se INAPTA por omissão de declarações acessórias obrigatórias, em via de regra, a principal declaração a ser entregue é a DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais). Essa declaração possui obrigação mensal e cumulativa e enseja em multa de até R$ 500,00 por declaração não transmitida ao fisco.
Para resolver esse ‘pepino’ um profissional da área de contabilidade, devidamente munido das prerrogativas técnicas irá desenvolver uma estratégia para o envio e transmissão dessas informações de modo a diminuir o impacto financeiro de sua instituição. Uma vez entregues as declarações omissas, seu CNPJ é reativado e então alguns outros processos necessitam ser executados.
1. ESCRITURAÇÃO DO LIVRO CAIXA
O livro caixa nada mais é que o registro fiel do fluxo financeiro de entradas e saídas de recursos, ou seja, é a transcrição de todas as entradas financeiras advindas de doações, dízimos, ofertas etc. e de todas as saídas comprovadas por meio de documentos fiscais hábeis. Mas, o que são documentos fiscais hábeis? São documentos que comprovam os atos e os fatos que originam o lançamento na escrituração contábil da entidade e possuem validade perante o fisco municipal, estadual e federal; sendo assim, trocando em miúdos, não sai um centavo, sem NOTA FISCAL.
O livro caixa terá registro das entradas e saídas de dinheiro do caixa da instituição e os documentos, os comprovantes devem ser arquivados em movimentos mensais, pois, essa organização evitará problemas contábeis.
1.1 COMO ESCRITURAR O LIVRO CAIXA?
Bem simples e intuitivo, o gestor financeiro deve atentar-se aos seguintes dados: data, histórico, entrada, saída, saldo anterior e saldo final. Observe:
· Data: com a identificação das datas, é possível organizar os gastos de forma cronológica e deixar o livro caixa mais organizado. A sugestão é fazer o registro diário, para que assim, caso seja necessário, você consiga verificar a movimentação pelo dia;
· Histórico: aqui, você identifica qual é o fim da transação, ou seja, o porquê ela foi realizada;
· Entradas: correspondente aos recebimentos que a empresa teve no período, seja em dinheiro ou em débito na conta;
· Saídas: identificam os valores pagos pela empresa em determinado período, seja em dinheiro ou em crédito na conta;
· Saldo anterior: é a informação do saldo final do mês anterior, é necessário fazer a transcrição para o próximo período para que não haja falha no saldo final.
· Saldo final: indica a diferença entre as entradas e saídas. É quanto a empresa tem em caixa em um período específico.
Com essas informações alinhadas e organizadas sua igreja terá transparência e organização, a prestação de contas com o conselho fiscal será mais objetiva e clara.
2. CONTATE UM CONTADOR OU UM ESCRITÓRIO DE CONTABILIDADE
O papel da contabilidade em uma igreja é essencial, para que ela goze dos benefícios tributários e garanta seu direito constitucional da imunidade, bem como para que ela se mantenha funcionando legalmente, com todas as suas licenças em dias. A contabilidade apresentará sua igreja diante dos órgão públicos a nível Municipal, Estadual e Federal, para tanto ela necessita de conhecimento técnico e precisão nas informações prestadas ao fisco.
É importante lembrar que uma igreja em funcionamento irregular trará um mal testemunho quanto a doutrina eclesiástica e andará à margem da Lei.
Portanto entre em contato conosco e agende uma visita em nosso escritório, será um prazer recebe-lo!
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